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30 dias que pareceram anos

11.05.2016

Ontem foi a primeira vez que eu tive que me despedir de alguém que realmente tocou meu coração aqui. Um casal de alemães que, mesmo com aviso prévio, deixou Londres e nossos corações. Notícia boa: em algum lugar da Alemanha já temos lugar para ficar. Notícia ruim: lidar com a dor da despedida.

 

Sorte a minha que eu já lidei com ela antes. 

 

Não estou falando de despedida que acontece com familiares, maridos e filhos. Estou falando daquela despedida que só alguém que viveu um intercâmbio ou morou fora da sua cidade vai entender.

 

Seus amigos são sua família e, por mais que você não queira, você vai se apegar. E eu aprendi isso há 10 anos atrás de uma maneira que eu ainda não estava preparada.

 

Eu me lembro como se fosse ontem. Lá estávamos nós duas, depois de uma noite virada, em uma estação de metrô nos fazendo promessas que aquela amizade não acabaria alí. Lembro dela me dizendo "São Caetano é do lado de São Paulo, a gente vai se ver". 

 

Eu entrei no vagão do metrô e a partir dalí foi cena de filme. Entre eu entrar no vagão e a porta fechar pareceram minutos. A vontade mesmo era de sair dalí para dar um último abraço. Mas a porta fechou e, cada uma de um lado, choramos e acenamos.

 

Ai, meu estômago. Até se revira lembrando disso.

 

Quem nunca fez um intercâmbio não consegue entender como numa viagem de apenas 30 dias você faz amizades que até 10 anos depois ainda fazem você sentir borboletas no estômago só de lembrar.

 

Até a gente que fez também não entende. Simplesmente acontece.

 

Eu tenho certeza que conheci ela em vidas passadas. Nós eramos as mais novas da "turminha". Foi lá que, na inocência dos nossos 17 anos, vimos maconha na nossa frente pela primeira vez (um pouco velhas, talvez). Éramos as únicas que não precisávamos do álcool para morrer de dançar e se divertir no famoso Shenanigans, que qualquer intercambista que vai para Vancouver conhece. Criávamos piadas internas com uma velocidade surreal. 

 

Eu sei que aquilo tudo foi real.

 

Foi tão real que é difícil eu passar uma semana sem lembrar dela. Mesmo que aquela promessa de nos vermos de novo não foi levada tão à sério como nós duas gostaríamos. Abençoado seja o facebook que, mesmo de uma maneira superficial, me ajuda a acompanhar um pouquinho do que acontece na vida dela.

 

E mesmo com toda a saudade que eu sinto, aqueles 30 dias, que pareceram anos, compensam tudo isso. 

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