SE INSCREVA Na nossa newsletter

All rights reserved to Larissa Vaiano Moleti | Website developed by Larissa Vaiano

O PODER DA GRAVATA - LARISSA VAIANO MOLETI - CPF: 368.382.628-27 - Sâo Paulo - SP - CEP: 03357-050 - Brasil

A casa das 5 mulheres

15.01.2016

Uma das coisas que eu gostaria muito de fazer é receber minha família e meus amigos na minha casa. Mas com os quase 10 mil quilômetros de distância fica um pouco complicado ter visitas todo final de semana. 

 

Durante os 10 dias que minha mãe ficou aqui ela se surpreendeu como a “dona de casa” que eu me tornei. Em um de nossos jantares ela ficou com o rosto vermelho e inchado - forte característica da família Vaiano segundos antes de começarmos a chorar - dizendo “você está casada, filha”! 

 

Não vou negar que ter esse reconhecimento da mulher-exemplo da minha vida me deixa toda cheia de mim mesma. E por mais que eu me encaixe perfeitamente no perfil das mulheres modernas da nova geração, eu confesso que ainda tenho muitas meninices. Eu sou do tipo que gosta de cuidar de casa, de cozinhar para o marido, lavar a roupa e tantas outras tarefas domésticas - eu só pulo a parte de limpar banheiro e tirar o cocô da gata da caixinha, que são responsabilidades exclusivas do Pablo.

 

Receber visitas em casa nessa fase de recem-casados também é uma forma de dizer: “olha aqui como eu mudei!”, “olha aqui o que eu sei fazer!”, “olha aqui como a gente cuida da nossa casa!". E não deve ter nada de mal em querer “mostrar” isso para os outros. Ainda mais na família da minha mãe, que tem mais quatro irmãs. São cinco mulheres com as personalidades mais variadas e duas coisas que não escapam de nenhuma delas: a força absurda e as melhores risadas do mundo. E eu como a primeira filha mulher da geração seguinte à elas não queria ficar para trás. 

 

Não quero ser machista com esse comentário - já que eu sei que o parágrafo acima pode fazer com que você se revolte com isso. Mas aqui eu estou falando da minha família, da minha casa das cinco mulheres. 

 

Na minha casa das cinco mulheres tem aquelas que são prendadas na cozinha, na casa, gostam de uma arrumação. Tem aquela - e única - viciada nos esportes e que passa na padaria para comprar a sobremesa para levar na festa de família. Tem aquelas que trabalham muito - acho que todas - e que se dedicam fortemente às suas carreiras. Tem aquelas que você consegue passar horas batendo papo sobre tudo e qualquer coisa, amenidades e assuntos profundos. São várias mulheres que moram dentro dessas cinco. E eu cresci com todas elas sendo fortes inspirações para mim. 

 

A risada eu não herdei - infelizmente. Mas posso dizer com muita segurança que a força mora aqui dentro de mim. E eu daria o mundo para recebê-las aqui onde eu estou agora: na sala da minha casa. Eu colocaria a água para esquentar, serviria um chá (porque morar na Inglaterra e não tomar chá é quase que um insulto), mostraria a casa toda contando a história de cada coisa estranha que elas iriam ver pelo caminho, faria um almoço e levaria todas para dar uma volta pelas redondezas. E eu consigo ver direitinho como seria essa cena. Todas sentadas aqui na sala, uma falando por cima da outra, risadas maravilhosas aparecendo durante a conversa e quem estiver do lado de fora de casa iria achar que estaria rolando uma festa com 30 pessoas. Mas não. Seriam as minhas cinco mulheres!

 

Por agora o que me resta é ouvir repetidamente a música “Ai que saudade d’ocê” em todas as versões que ela já foi regravada. Só para saber que tem alguém que entende a saudade que eu sinto d’ocês. 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

JÁ VIU OS ÚLTIMOS VÍDEOS?