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ANO DO SEM

04.06.2018

 

2018 começou diferente. Ao contrário dos anos anteriores, nos quais eu conseguia listar com facilidade todos os objetivos que eu pretendia buscar nos próximos 365 dias, pela primeira vez me vi tendo dificuldades para estabelecer as metas que eu desejava perseguir nos próximos meses.


A verdade é que, depois de conhecer o minimalismo como estilo de vida, eu mudei completamente a minha maneira de enxergar algumas coisas - e esse ritual de ‘metas de ano novo’ foi uma delas. Eu já não via mais sentido em estabelecer os meus objetivos daquela forma.


Tendo vivido tantas mudanças realmente transformadoras em 2017 - todas elas graças ao minimalismo -, minha única meta, se é que eu poderia chamá-la assim, era seguir trilhando o mesmo caminho que eu havia iniciado. Enfrentar um obstáculo de cada vez, sem pressa, sempre respeitando o meu ritmo e o meu modo de ser.


Isso não queria dizer, é óbvio, que eu não tivesse uma lista de hábitos que ainda desejava mudar. Afinal, se a minha ideia era - e continua sendo até agora - seguir trilhando o caminho rumo à uma versão melhor de mim mesma, eram muitos os aspectos nos quais eu ainda teria de trabalho com afinco para evoluir. Eu só tinha que organizar isso de uma forma diferente.


E depois de muito assistir a vídeos e ler relatos sobre pessoas que se desafiaram a passar um ano sem compras, eu senti que gostaria de fazer algo parecido, mas não igual. Embora ficar um tempo sem comprar fosse uma ótima ideia, eu queria um desafio mais adequado à minha realidade, que incluísse não só esse mas diversos outros hábitos que ainda representavam um obstáculo na minha caminhada.


E foi aí que surgiu a ideia do meu desafio pessoal para 2018, que eu carinhosamente decidi chamar de ‘o ano do sem’.


Organizei a ideia da seguinte forma: a cada mês, eu teria de escolher alguma coisa - que poderia ser tanto um objeto quanto um hábito ou vício - para viver sem, sempre priorizando o que eu considerava me afastar de uma vida mais simples e minimalista.


Assim, comecei o ano enfrentando um janeiro sem redes sociais, que logo passou para um fevereiro sem compras que, por sua vez, tornou-se um março sem plástico. Em abril foi a vez da alimentação, o que me levou ao mês sem alimentos ultraprocessados.


E embora eu esteja recém na quarta experiência do ano, a quantidade de lições que eu aprendi ao longo destes meses não podem ser contada com os dedos de uma mão. De todos os aprendizados que eu colhi até agora, porém, acredito que o principal é ter finalmente conseguido entender que, se eu desejo mudar, mas mudar de verdade, eu preciso compreender que isso vai levar tempo. Não adianta correr pensando que as mudanças vão acontecer da noite para o dia - a vida não é assim. É preciso ter calma e paciência, e enfrentar um desafio de cada vez tem me ensinado isso na prática.


Ao escolher uma coisa para viver sem a cada mês, eu tenho me tornado mais atenta ao que ela representa na minha vida, e a opção de viver sem ela é muito mais consciente. Eu não estou desperdiçando as minhas energias tentando fazer um pouquinho em diversas frentes; eu estou concentrando as minhas forças para fazer muito em uma direção só. 


E no final, eu acredito que é sobre isso o meu desafio. Não é só sobre viver sem, mas sim sobre entender que mudar de vida - e tornar-se uma versão melhor de si mesmo - é um trabalho contínuo, que requer coragem e, mais do que tudo, persistência. Um passo - e um mês - de cada vez.

 

*Photo by Joshua Rawson-Harris on Unsplash

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