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AQUELA JANELA

07.03.2018

Nunca vou me esquecer daquela janela.

 

Ela não tinha a vista mais bonita e nem era das mais silenciosas. Do outro lado, dava pra ver uma construção que tinha previsão de terminar dois anos atrás.

 

O que eu podia esperar?

 

Ah! Tinha sol. Um bocado dele. E se tem uma coisa que me faz feliz é abrir a cortina de manhã e deixar essa estrelinha esquentar a casa.

 

Mas era só uma janela, né?

 

 

Photo by Kevin Fernandez on Unsplash

 

 

Até que, uma noite, ela estava diferente. Eu tenho certeza que ela me chamou. E pensei muito em ir.

 

Eu disse pra ela: "isso é uma loucura”. E ela me respondia: “mas faz tanto sentido, não faz?”.

Por mais que as palavras soassem insanas, eu me sentia cada vez mais abraçada e compreendida por ela. Parecia que ela entendia tudo que estava no meu coração há todo esse tempo.

 

Ah! Essa janela.

 

Ela sabia o que eu queria, mas não tinha a menor ideia do que eu precisava. Eu briguei com ela, pedi pra ela parar. Ela foi teimosa, insistiu, me tentou, falou tudo que ela sabia que eu queria ouvir. Falei que meus pais jamais concordariam com tudo aquilo que ela dizia, que ela estava ficando louca.

 

Eu fui forte. Eu não cedi.

 

Brigamos. Eu chorei. E ela ficou de cara amarrada. Dormimos de cansaço.

 

No dia seguinte, com a cabeça fria, eu disse a ela que nossa relação era muito boa do jeito que tava e que não precisávamos mudar nada. A gente tinha construído uma relação de confiança e não precisava ser diferente.

 

“Deixa o sol entrar”, eu pedi.

 

Ela fez um charme, mas a verdade é que ela não resistiu ao meu.

 

Voltamos a nos reaproximar aos poucos, mas infelizmente a nossa relação nunca foi a mesma. Era difícil olhar pra ela com os mesmos olhos de antes. Existia algo entre a gente que só nós sabíamos. E que eu tinha certeza de que ninguém mais saberia - ou muito menos entenderia.

 

Até hoje, nunca encontrei uma janela que me fizesse suspirar como aquela.

 

Ainda bem.

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