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Nada te prepara para a quarta temporada de OITNB

05.09.2016

Alerta spoiler!

 

A vida te prepara para muitas coisas, mas ninguém te avisou o que aconteceria na quarta temporada de Orange Is The New Black. Nem mesmo o desapego que você criou depois de ver Game of Thrones te ajuda nessa!

 

Pra quem nunca teve a curiosidade de ver essa série - que é absurdamente maravilhosa - ela se passa dentro de uma prisão feminina de segurança mínima nos EUA. A gente começa se envolvendo com a história da Piper (que, por sinal, é tudo baseado numa história real) e ao longo dos episódios vamos nos envolvendo com todas as outras mulheres que estão lá dentro.

 

Até então OITNB era uma série que a gente colocava para se distrair, dar umas risadas e terminar o dia mais leve. Aí chegou hoje: o dia de matar os últimos três episódios da quarta temporada.

 

Ninguém me preparou para isso. Nem os meus melhores amigos - viu, Patricia e Bruno? É com vocês mesmo que eu tô falando!

 

Uma das personagens que eu - e o mundo todo - mais ama morreu DO-NADA!

 

Revoltada. Foi assim que eu fiquei. Chorei e fui pesquisar na internet porque diabos alguém tem a coragem de fazer isso com os nossos coraçõezinhos. E é claro, tio Google me deu algumas respostas e eu cheguei a algumas conclusões.

 

Não tinha caído a minha ficha até então, mas dentro de Litchfield - a prisão - a gente encontra um montão de mulheres e meninas como a gente. Gordas, magras, sem maquiagem, com um quilo de maquiagem, com os cabelos detonados, impecáveis ou mesmo sem cabelo nenhum, e mais do que isso: todas elas tem um milhão de experiências vividas e mais um milhão de sonhos pra viver.

 

Eu precisei desse choque para perceber que finalmente mostraram mulheres de verdade - do jeitinho delas, é claro - dentro de uma tela. Ninguém tá preocupado com o tamanho da sua anca, nem com a marca da sua roupa - mesmo porque elas usam uniformes. Todo mundo quer saber que história elas tem para contar e para viver.

 

Mais do que isso! A morte da Poussey é um grito para chamar atenção das minorias, das injustiças, de todas as histórias mal contadas e mal resolvidas. De tudo de ruim que acontece e as pessoas “deixam pra lá” porque não tem tanta importância. 

 

E mesmo que eu esteja aqui vivendo meu luto eu consigo entender porque eu escolhi essa profissão pra minha vida. A gente pode não mudar o mundo, mas dar uma chacoalhada nele, ah! a gente pode!

 

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