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Até quando?

15.06.2016

 

Se você não ficou chocado com o que aconteceu em Orlando, meu amigo, eu não sei de que material seu coração é feito. Se a notícia da menina que foi estuprada por 33 homens também não fez você engolir seco, precisamos rever isso aí.

 

Eu recebi a notícia do massacre em Orlando vendo um print de uma conversa entre uma mãe e um filho, onde o filho se despede da mãe. Quão horrível e quão cruel é isso?

 

Começando pelo fato que eu sempre achei injusto pais perderem filhos - não é a ordem natural da vida. Depois, que ninguém deveria passar pelo desespero de saber que está prestes a morrer pelas mãos de outro ser humano - igualzinho a você.

 

Eu acredito que estamos vivendo um momento histórico, onde as minorias começaram a ter voz e a botar pra fora todas as injustiças que viveram e vivem até hoje: negros, mulheres, homossexuais. E mesmo fazendo parte de uma dessas minorias e sofrendo todas as consequências que fazer parte dela me traz, eu acredito que essa luta é de um grupo só: do ser humano.

 

Na minha cabeça, nada justifica você matar, estuprar ou agredir outra pessoa que é feito de tudo que você é feito: carne, osso, alma, sonhos, família. Não importa da onde você veio, que língua você fala, no que você acredita. Amanhã todos nós vamos virar pó independente de tudo isso.

 

Não faz sentido eu sair na rua e estar o tempo todo alerta achando que ou vou ser assaltada ou que vou sofrer algum abuso sexual. Não faz sentido eu descer do ônibus e cruzar com um cara que balbucia um “uau” olhando pra mim como se eu fosse um pedaço de carne. De outro ser humano - igualzinho a mim.

 

Para mim essa luta é uma luta por respeito. Respeito pelo outro ser humano que está aí, diante de mim e de você.

 

Não sei no que você acredita, mas todos os maiores líderes que já passaram por este mundo - desde Jesus até Buddha - pregavam, basicamente, uma única coisa: o amor.

 

Mas é incrível com o ser humano ainda não é capaz de fazer isso por inteiro. Por melhor que eu e você pensemos que somos, sempre existe um pedacinho da gente que peca nesse assunto. A gente ainda não consegue amar por completo o próximo.

 

E a matemática é bem simples: a partir do momento que você ama o próximo nada dessas atrocidades aconteceriam. É como 1 + 1 = 2. Não tem segredo, nem mistério, nem complicações. Amo, logo, respeito.

 

Se amo não agrido, não furo a fila, dou passagem no trânsito, digo um "muito obrigado" e "por favor". Se amo não mato, não abandono, compreendo e peço "desculpas". Se amo consigo ver no outro um pouquinho de mim ou do que eu poderia ser. Se amo, respeito, e nada desses absurdos estariam acontecendo.

 

Pois ame. Ame muito. Mesmo que os outros digam que você é tonto. É esse amor que vai mudar o mundo e fazer deste um lugar melhor.

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